sábado, 4 de outubro de 2008

Artigo

Vi ela
É comum ouvir alguém dizer: vi ela no supermercado, vi ela no hospital , logo após, é de praxe alguém responder "viela"é uma rua estreita. Tal resposta visa "corrigir" de forma sutil e irônica o falante que usou a oração vi ela. É bom frisar que não há erro na citação: vi ela, visto que, tal termo faz parte da linguagem coloquial que é uma variante do português falado no Brasil. Essa expressão tão criticada, é na verdade, um termo possível e gramatical. O enunciado cumpri com objetivo proposto e essencial, ou seja, se fazer compreendido na comunicação. Vi ela é tido como gramatical porque apresenta os termos essências de uma oração que são: sujeito, verbo e complemento. Quando alguém pretende "corrigir"o outro deve tomar alguns cuidados. A "correção" relatada como sutil e irônica, além de não corresponder com a verdade tem um caráter preconceituoso. Quando o falante afirma que: "viela" é uma rua estreita, ele leva em consideração apenas a língua falada que é sabidamente diferente da língua escrita, isto é, o que antes era um período simples ( vi ela ) passa a ser tratado como um substantivo comum(viela). Portanto, vi ela é totalmente diferente de viela. Maria-vai-com-as-outras é a designação dada a uma pessoa que não tem opinião própria fala aquilo que as demais falam.Quem na maioria das vezes corrige o outro nem sabe o que está falando. Vi ele é uma expressão que corresponde ao feminino de vi ela, este é criticado mas aquele é usado

com naturalidade por pessoas que abomina a construção: vi ela. A gramática normativa é conflitante tanto com o termo vi ela quanto vi ele, segundo a norma culta; o erro é sintático, visto que, pronomes pessoais do caso reto não podem exercer função de objeto a menos que venham antecedido por uma preposição. Essa seria a resposta aceitável do ponto de vista da norma culta. Definir o que é certo ou errado vai depender do ponto de vista utilizado. O melhor é não julgar para não ser julgado.